A Associação Brasileira de Câncer do Sangue (ABRALE) e a Associação Brasileira de Talassemia (ABRASTA) manifestam preocupação com a indisponibilização das gravações das reuniões da Conitec nas plataformas oficiais.
As entidades reconhecem a importância das normas eleitorais, mas destacam que as reuniões da Conitec têm natureza técnico-científica e administrativa. Seus registros documentam evidências, avaliações econômicas, consultas públicas e fundamentos das recomendações encaminhadas ao Ministério da Saúde.
A publicidade desses processos permite que pacientes, pesquisadores, profissionais, gestores e organizações da sociedade civil compreendam os critérios usados nas deliberações e exerçam controle social qualificado sobre decisões que impactam o acesso à saúde.
A retirada do acervo histórico reduz a transparência administrativa e dificulta a compreensão dos fundamentos técnicos. Por isso, ABRALE e ABRASTA solicitaram esclarecimentos ao Ministério da Saúde, à Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e à Conitec.
As organizações reafirmam seu compromisso com a transparência, a participação social e o fortalecimento institucional da Conitec, defendendo processos públicos, participativos e baseados em evidências.
